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Benassi faz balanço do seu trabalho na Secretaria de Transporte

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O nome dele foi o mais clamado durante o ataque de fúria de um gigante que acordou em 2013 para lançar à luz as questões da mobilidade urbana em Campinas (SP), metrópole que coleciona problemas neste setor. Titular da Secretaria de Transportes, Sérgio Benassi foi colocado como o grande vilão nas manifestações deste ano, mas vê com bons olhos o movimento que tirou o Brasil da inércia. Mais que isso, revela ligeira afinidade com o discurso das ruas ao admitir a ineficiência dos mecanismos de controle da Empresa Municipal de Desenvolvimento sobre as atividades das operadoras do transporte público local. “Quando apareceu essa polêmica sobre a planilha, eu fui o primeiro a dizer que a Emdec tem um nível de controle disso insuficiente”, falou. O presidente da autarquia adiantou ao G1 que, em 2014, fará uma consultoria para revisar os contratos de ônibus.

O secretário de Transportes de Campinas, Sérgio Benassi (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)O secretário de Transportes de Campinas,
Sérgio Benassi (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)

Em pauta, os desencontros e divergências dele com o prefeito, a proposta de tarifa zero nos circulares e até o voto que deu contrário à cassação do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) enquanto vereador, em 2011. Benassi é o entrevistado desta terça-feira (31) na série sobre o balanço do primeiro ano da gestão Jonas Donizette (PSB). Já participaram dos bate-papos os secretários de Cultura, Educação e Saúde. Nesta quarta-feira (1º), será publicada a última conversa, agora com o chefe do Executivo.

Apesar de ter assistido à queima de bonecos com seu nome e os pedidos de “Fora Benassi”, para o secretário, a onda de protestos ocorrida em 2013, surgiu como fator determinante para forçar os gestores públicos a entenderem que os problemas da mobilidade precisam ser equiparados aos de Saúde e Educação. Ele admitiu que, em Campinas, assim como na maioria das outras cidades brasileiras, existe um atraso em relação a isso e o presidente da Emdec ainda julga “insuficiente” o orçamento reservado para sua pasta diante das demandas. Veja abaixo os principais trechos da conversa:

Nós estamos, como quase todas as cidades do Brasil, bastante atrasados em perceber que quando você pensa a cidade, planejar o transporte e as vias de circulação é o principal elemento”
Sérgio Benassi

G1 – Em 2013, o transporte pautou as manifestações e, pode-se dizer, até tomou um pouco o lugar da saúde, que sempre foi o principal alvo de críticas na gestão pública. Gostaria que o senhor fizesse uma autoavaliação do seu desempenho nesse contexto.
Sérgio Benassi – Eu acho que o governo, como um todo, enfrentou bem essa tensão derivada dos problemas relativos à mobilidade urbana. Eu acho que a gente tinha e teve uma consciência forte da emergência do problema. Antes mesmo de terem surgido as crises e as manifestações, o transporte já foi pautado como um dos principais problemas, em pé de igualdade com educação e saúde, por exemplo. No momento em que isso ficou marcado por uma crise de manifestações, aí se revelou uma capacidade política de enfrentar isso e uma capacidade gerencial de encaminhar questões que pudessem significar uma resposta concreta para a população. Em outros lugares, os prefeitos se perderam, fizeram zigue-zague, bateram cabeça,não sabiam o que fazer. Aqui não. A gente tinha uma consciência, começou a implementar coisas que acabaram servindo até de anteparo…

G1 – A própria redução da tarifa, que antecedeu em um dia o primeiro protesto, ela foi definida já prevendo essa crise?
Sérgio Benassi – Não à crise, mas a esta consciência de que a questão do transporte e do trânsito seriam estrelas de problemas, vamos dizer assim. Você tem que pensar que, no atendimento de demandas sociais, as duas expressões maiores são saúde e educação, mas o transporte não só é um problema cotidiano da mesma dimensão, como passou a ser um elemento fundamental dessa realidade. E, dentro do entendimento, nós estamos, como quase todas as cidades do Brasil, bastante atrasados em perceber que quando você pensa a cidade, planejar o transporte e as vias de circulação é o principal elemento organizador da cidade. Não só da cidade que existe, mas da cidade que a gente quer que exista no futuro. Definitivamente, aqui, a gente compreendeu que você pensar o futuro é pensar a mobilidade urbana. Porque o presente já está cheio de problemas, então, você tem que resolver eles, mas tem que pensar. Eu acho que foi essa convicção que organizou a nossa capacidade de reagir.

Manifestantes levaram boneco do secretário Sérgio Benassi para a Câmara de Campinas (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)Manifestantes fizeram boneco do secretário em ato
na Câmara (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)

G1 – Essa é sua visão sobre o tema, mas, pessoalmente, quando viu protesto com bonecos do senhor em chamas, manifestantes pedindo “a cabeça do Benassi”, como o senhor se sentiu e quais os reflexos disso nos bastidores da administração?
Sérgio Benassi – Eu tenho bastante experiência política, então não me assusto com isso, levo em conta. Fiquei muito atento ao que de positivo existia nas críticas. Quando cheguei aqui, eu tinha uma noção clara do desafio, e não me assusto com ele. E, na verdade, isso me estimulou a botar em tela uma série de discussões relativas a toda essa exposição que eu fiz aqui. Por exemplo, quando eu entrei aqui, uma das primeiras coisas que eu disse, e fiquei martelando a ideia, foi que a Emdec teria que se preparar para ter musculatura e agilidade suficientes para [resolver] todos os problemas que todos os dias acontecem em uma cidade que não se preparou para esse problema. Isso porque é a vida, é como as coisas estão. E a crise vem disso. Eu acho que o que nós estamos fazendo aqui é reativar o que a gente tem de melhor em termos de pensamento para o futuro. Uma das expressões disso é que, antes mesmo da crise, eu estava falando de uma nova rede estruturante da cidade, onde a gente reaproveitasse todos os ramais ferroviários, onde o VLT deixasse de ser tratado com preconceito para ser pensado como um meio de transporte coletivo, que definitivamente a gente teria que fazer um planejamento onde a prioridade não era mais o carro. Eu não vou convencer ninguém a não comprar carro, eu tenho que criar opções novas para mudar a prioridade que a vida impôs.

G1 – Este ano, em duas ocasiões, houve medidas que o senhor anunciou e que foram barradas pelo prefeito. Uma foi a ampliação da zona azul e a segunda, a cobrança pelo serviço de guincho do pátio da Emdec. Neste último caso, como o senhor viu a decisão do prefeito? Hoje, o senhor reconhece que a medida não era correta?
Sérgio Benassi – 
Olha, eu tenho tranquilidade com isso. Nós adotamos uma medida que é dentro de um conjunto de coisas sobre um leque chamado pátio da Emdec, que é um problema gravíssimo. A gravidade é tal que os órgãos de segurança de Campinas não podiam mais executar suas ações de vigilância e combate ao crime porque não tinham onde colocar os carros. O drama estava nesse nível. Isso forçou a gente a ter coragem de dizer a verdade e enfrentar o problema. E entre vários problemas, tinha também esse do guincho. Eu, particularmente, não tenha problema nenhum, a decisão do prefeito é respeitável, foi feita. Não vejo nenhum problema, se bem que também qualquer bom matemático vê que eu cobraria R$ 90 para fazer o guincho de um carro que, em média, fica lá 3 ou 4 anos. Noventa reais dividido por isso…O dono do carro não vai conseguir esse preço em estacionamento nenhum do mundo.

Pátio da Emdec, em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Pátio da Emdec com carros empilhados. Secretário pede novo pátio ao estado (Foto: Reprodução / EPTV)

G1 – Secretário, como está o funcionamento do escritório da estatal do TAV (Trem de Alta Velocidade) aqui na Emdec?
Sérgio Benassi – Está funcionando. É que o TAV deu uma parada, mas está aí. Esta semana eu tive uma conversa com a Luciana, que responde pelo escritório, ela me atualizou e vai ser retomado. Deu problema, seguraram um pouco… Muita gente pergunta se o TAV acabou ou não. Não acabou. Houve problemas, houve mudança de direção, reformularam a empresa, redefiniram os treinamentos…

G1 – Na época em que foi criado, houve o anúncio de que alguns servidores aqui da Emdec seriam cedidos para trabalhar em conjunto com a estatal…
Sérgio Benassi – Não chegou a tanto, não caminhou para isso. Ficou centrado nela [Luciana, gerente regional da empresa], porque logo em seguida deu uma parada né. Em Brasília, começou a ter muitas mudanças na empresa. Então, na verdade, agora, no ano que vem é que vai começar a reformar.

G1 – Mas neste ano não saiu nada do escritório local?
Sérgio Benassi – A gente continua em contato e é uma situação de congelamento das discussões e agora vai ser retomado.

O problema não é descobrir onde está o ladrão – o que não quer dizer que ele não exista, e se aparecer, tem que ser condenado – , mas o problema é que nunca teve uma política pública de financiamento de um modelo novo que deixe de pensar a estruturação das cidades como no passado.”
Sérgio Benassi, sobre CPI dos Transportes

G1 – Nos protestos, pedia-se muito por uma comissão que investigasse os contratos do transporte. Qual a sua posição sobre isso?
Sérgio Benassi – Acho que o problema não é exatamente [esse]. A crise não deriva de uma imoralidade, nem de uma irregularidade ou de algum deslize ético, ou qualquer conduta privilegiando descaradamente interesses privados contra a população. A nossa realidade tem que ser vista como ela é. O movimento popular botou a exigência de uma política pública com investimentos públicos pesados para viabilizar a mobilidade urbana no mesmo nível que você tem em saúde e educação. Essa é a questão. Eu acho que é uma grande conquista democrática que essas manifestações gerem essa visão de que o problema não é descobrir onde está o ladrão – o que não quer dizer que ele não exista, e se aparecer, tem que ser condenado – , mas não se explica por aí. O problema é que nunca teve uma política pública de financiamento de um modelo novo que deixe de pensar a estruturação das cidades, como no passado. A opção pelo carro cobra hoje um preço alto. Para corrigir isso, você precisa de um investimento gigantesco.

Manifestantes realizam protesto no Centro de Campinas (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)Manifestantes pedem passe livre durante protesto
em Campinas (Foto: Lana Torres / G1 Campinas)

G1 – Quando os protestos reduziram, os resistentes pediam muito pela tarifa zero. Quão distante essa ideia está de nós?
Sérgio Benassi – É totalmente distante da realidade atual. Eu acho uma bandeira progressista, correta, que visa um futuro que a gente quer chegar, mas você não dá um salto nisso, não é uma acrobacia que você sai do chão e pula… Não consegue. Por isso eu digo, a grande conquista do momento é colocar a exigência de uma política pública de mobilidade urbana nos mesmos níveis de atenção dos gestores públicos que saúde e educação, ou as cidade vão parar.

G1 – O senhor ficou satisfeito com a divisão orçamentária?
Sérgio Benassi – É insuficiente para a necessidade que nós temos, mas já deu uma melhorada em relação ao que eu peguei. Essa crise toda botou luz no problema. Os gestores municipais dos centros urbanos estão sendo obrigados a pensar o transporte com a grandeza de problemas que ele hoje representa. Quando apareceu essa polêmica sobre a planilha, sobre os custos, etc e tal, eu mesmo fui o primeiro a dizer que a Emdec tem um nível de controle disso insuficiente. Eu, como gestor de uma cidade importante como Campinas, [penso que] você precisa ter um controle da operação muito melhor do que a gente tem hoje. Da operação. Saber exatamente o que está acontecendo e ver se aquilo que eu contratei está sendo cumprido, se o povo está sendo bem atendido, e se a demanda que está planejada é aquela que precisa mesmo. Os instrumentos para isso são muito pequenos. […] Então agora a gente vai mudar também isso.

Quando apareceu essa polêmica sobre a planilha, sobre os custos, eu mesmo fui o primeiro a dizer que a Emdec tem um nível de controle disso insuficiente. Eu, como gestor de uma cidade importante como Campinas, [penso que] você precisa ter um controle da operação muito melhor do que a gente tem hoje.”
Sérgio Benassi

G1 – Mas dá para fazer essas mudanças com o contrato em andamento, já que ele só vence em sete anos?
Sérgio Benassi –  Dá. Para o bem dos empresários que querem ficar no sistema e para o bem da cidade que precisa melhorar a gestão disso, até para discutir o problema da tarifa. Há uma discussão inclusive aberta, que ainda não tem solução nacional, sobre qual é o modelo de planilha. Todo mundo fala de planilha, planilha, planilha…Todo mundo quer mudar a planilha, mas ninguém diz qual é a nova planilha. Ou seja, até o corpo técnico especializado no Brasil está precisando ser juntado. Eu, aqui, estou tomando uma providência para o ano que vem: vou fazer um processo de consultoria, que vai rever toda a situação do contrato…

G1 – É uma auditoria?
Sérgio Benassi – Não é uma auditoria no sentido de você investigar, mas acaba sendo no sentido em que você olha por dentro do contrato para tentar identificar nele melhorias. A ideia é pegar o contrato atual, repassar ele em detalhes, ver suas qualidades e seus defeitos, propor mudanças e avaliar se o modelo de planilha, o modelo de gestão e controle pode ser melhorado.

G1 – Quando isso deve acontecer? O Sr já está licitando essa consultoria?
Sérgio Benassi – Eu estou preparando um termo de referência para a licitação, também no começo do ano. No primeiro semestre, eu vou mexer em várias coisas. Vai vir Zona Azul, pátio, BRT andando, tem a obra, vai ter essa consultoria…

Sistema de ônibus BRT entra em operação em Campinas (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)Sistema de ônibus BRT entra em operação em
Campinas (Foto: Divulgação/Prefeitura )

G1 – Como está o andamento do BRT?
Sérgio Benassi – Foi feita uma licitação para selecionar uma empresa para apresentar até o dia 31 de dezembro o projeto básico para o Ministério das Cidades e para a Caixa Econômica, que financiou essa contratação. A partir disso, a Caixa analisa, o Ministério analisa tecnicamente e aí você pode começar um processo de contratação da obra. Essa é a grande realização de tudo: a gente pode dizer que de fato no ano que vem vamos ter a obra do BRT.

G1 – Quando exatamente devem começar as obras?
Sérgio Benassi – Eu tenho que licitar a obra. Isso leva três ou quatro meses, não tendo problemas judiciais. É difícil dar uma data definitiva, mas eu acho que no meio do ano que vem deve começar o processo de obras do BRT.

G1 – Secretário, durante o processo de cassação do ex-prefeito Dr. Hélio (PDT), o senhor foi o único vereador a votar contrário ao impeachment. Hoje, passados mais de dois anos, o senhor se arrepende da postura assumida à época?
Sérgio Benassi – Não tenho arrependimento nenhum. Acho que cumpri a minha obrigação naquele momento, diante dos fatos que ali estavam sendo colocados. Eu não tenho tido contato, também pelo jornal fiquei sabendo dessa movimentação dele. Respeito, ele está defendendo os direitos dele, está respondendo na Justiça, exercendo o direito de se defender e vai ser sentenciado qualquer que seja a resolução. Sobre isso não tenho nada a opinar. Mas quanto ao passado, acho isso, acho que a cidade está vivendo um outro momento. O julgamento dele foi um julgamento político e sobre o aspecto político eu tomei uma posição.

Não tenho arrependimento nenhum. O julgamento dele [Dr. Hélio] foi um julgamento político e, sobre o aspecto político, eu tomei uma posição.”
Sérgio Benassi sobre o voto contrário ao impeachment, enquanto vereador

G1 – O prefeito Jonas tem falado alguma coisa sobre reforma no secretariado? O senhor deve continuar?
Sérgio Benassi – O prefeito que é o dono da vaga né. Se ele achar que eu devo ficar, eu fico. Se depender da minha vontade pessoal, do meu estímulo, estou muito estimulado, muito convencido, acho que posso ajudar muito… Nessa transição que nós estamos vivendo, Campinas pode ser uma ponta de lança neste novo quadro nacional. Sobre esse ponto de vista, estou muito satisfeito e ficaria aqui. A decisão do meu partido também é essa. Mas aí o prefeito é o dono da caneta… Se ele achar que devo ficar, eu fico. Senão, eu parto para outra.

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Emdec realiza testes do sistema de controle de poluição veicular

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) testa desde novembro um equipamento de análise de emissão de gases automotivos. O objetivo é iniciar um processo de estruturação e capacitação da Empresa para prestação do serviço exigido pelo Artigo 104 do Código Brasileiro de Trânsito, que é o de controle da poluição emitida por veículos.  
 
Os testes ocorrem nos veículos da frota oficial de Campinas e nos de transporte público, mas o objetivo é implantar um sistema que atenda toda a frota da cidade, que atualmente é de cerca de 800 mil veículos. O equipamento utilizado nos testes é o Analisador de Gases PGA-500 da empresa Sun. 
 
Desde novembro, os técnicos do Departamento de Inspeção Veicular (DIV) já verificaram a emissão de poluentes de 1263 veículos escolares, 160 fretados e 1370 ônibus do transporte público. Não foi cobrado nenhum custo adicional aos proprietários. 
 
A análise das emissões dos escapamentos indica índices de poluição em veículos à gasolina, álcool, diesel e gás natural. Cada tipo de veículo, marca e potência do motor tem um limite de tolerância de emissões que a máquina identifica. Um motor a diesel regulado emite 8,16kg de poluentes/dia; um motor à gasolina, 1,15kg/dia e, álcool, 0,8kg/dia. Se o motor estiver desregulado, estas emissões podem aumentar em até 100%. Nos testes realizados pela Emdec, houve, em média, reprovação de 12% na primeira inspeção em motores diesel e 15% em gasolina/álcool. Os veículos reprovados foram obrigatoriamente enviados para reparos e passaram pela reinspeção. Somente durante este período de testes já deixaram de ser jogados no ar por dia cerca de 2.570 quilos de monóxido de carbono de ônibus e vans e cerca de 21 quilos de dióxido de carbono (CO2) de 120 táxis inspecionados.
 
Para o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Sérgio Benassi, o objetivo da iniciativa é atender as normas estabelecidas pela legislação com relação à diminuição da poluição e preservação da qualidade de vida, além de ampliar o leque de serviços da Emdec à população. “A Administração quer colaborar com o combate à poluição. Estamos dispostos a criar um espaço de atendimento a todos os veículos oficiais e do transporte público e também a toda a frota da cidade”, afirma.  
 
Campinas tem um veículo para cada 1,39 habitantes. Destes cerca de 800 mil veículos, 1.252 são ônibus do transporte público, 961 taxis e cerca de 3 mil fretados. De acordo com a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito 452/2013, todos deverão passar por testes periódicos de emissão de gases dos escapamentos. 
 
Legislação
A iniciativa de Emdec de iniciar o programa de inspeção das emissões dos veículos tem como base a Resolução 418/2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre a criação de programas de controle de poluição veicular (PCPV) e Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso (Proconve). 
 
Ambas resoluções cumprem o Art. 104 do Código Brasileiro de Transito que diz que “os veículos em circulação terão suas condições de segurança, de controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN para os itens de segurança e pelo CONAMA para emissão de gases poluentes e ruído”.
 
A Emdec pretende adquirir dois equipamentos de inspeção até o início do ano que vem. Um deles será uma unidade móvel para atender em diversos pontos da cidade. Cada equipamento pode inspeciona mais de seis veículos por hora. 
 
Técnicos da Emdec farão uma visita esta semana na empresa Controlar, responsável pela realização dos laudos de emissão de poluentes na cidade de São Paulo. O objetivo é conhecer a rotina e procedimentos de atendimento da maior frota de veículos do País. 
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Emdec chega a 75 mil m² de sinalização de solo em 1,7 mil vias neste ano

As melhorias em sinalização em Campinas continuam a todo vapor em 2013. Dados da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) apontam que entre janeiro e outubro deste ano os funcionários do Departamento de Implantação de Sinalização (DIS) demarcaram 75 mil m² de sinalização de solo e instalaram 3,9 mil placas novas em 1,7 mil ruas e avenidas.

Para se ter uma ideia, as demarcações de tinta realizadas pela Emdec em dez meses superaram as sinalizações de solo feitas na cidade em 2008 (12,8 mil m²), 2009 (13,1 mil m²) e 2010 (29,7 mil m²). Afinal, os três anos juntos somaram 55,6 mil m² de tintas utilizadas.

A expectativa é de atingir a marca de 110 mil m² em 2013, o dobro do que foi pintado na soma de 2008, 2009 e 2010 e estabelecendo também um recorde. Vale destacar que os anos com maior volume de tintas na sinalização foram os de 2011 (107,3 mil m²) e 2012 (100,7 mil m²).

A sinalização horizontal envolve o uso de tinta branca, amarela, preta, azul e vermelha. Do total de 75 mil m² deste ano, as três equipes do DIS utilizaram 70,1 mil m² de tintas branca e amarela, sendo 48,8 mil m² de tinta branca e 21,3 mil m² de amarela.

A tinta branca sinaliza, por exemplo, faixas de pedestre, legendas (ESCOLAR, DEVAGAR, PARE), alinhamentos de bordo, faixas de aproximação e linhas de retenção. A tinta amarela é usada para faixas duplas, redutores de velocidade (como lombadas), e demarcações específicas.

Vale destacar que a Emdec está utilizando desde fevereiro deste ano uma nova tinta acrílica à base de água, que oferece mais vantagens ambientais e um resultado melhor do que a atualmente usada, à base de solvente.

Outras Sinalizações
Quanto à sinalização vertical, a Emdec implantou 3,9 mil novas placas nos primeiros dez meses deste ano. Estas placas são de orientação, de advertência (lombada, por exemplo) ou de regulamentação (como sentido de via).

Os números englobam, também, a revitalização da sinalização já existente, como limpeza de placas e reforço na pintura de faixas destinadas à travessia de pedestres, linhas de bordo, retenção e aproximação.

Os principais locais beneficiados com os investimentos em sinalização integram as regiões próximas a escolas, postos de saúde e onde há grande fluxo de pessoas e veículos.

A Emdec faz também um esforço para atender todas demandas que chegam de todas as regiões da cidade para sinalizar os bairros novos e fazer a revitalização nos bairros já existentes, tanto na periferia como na érea central. Três equipes revezam-se para o trabalho que é realizado todos os dias, inclusive nos feriados e nos finais de semana.

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Bilhete Único é celebrado na Assembleia Legislativa

“Uma ferramenta indutora do planejamento urbano”. Assim foi definido o Bilhete Único pelo secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Sérgio Benassi, durante a audiência pública que celebrou a implantação do sistema em São Paulo, Campinas e Guarulhos.  A sessão foi promovida pela Frente Parlamentar de Implantação do Bilhete Único Metropolitano, nesta terça-feira, 7, na Assembleia Legislativa, em São Paulo, no Auditório Franco Montoro repleto, com aproximadamente 350 pessoas. 

 

O evento foi motivo de comemoração e também de reflexão sobre os caminhos a serem tomados para implantação do Bilhete Único Metropolitano nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, além da necessidade de integração com outros modais de transporte, como trens, metrôs e sistema BRT.
 
Na realidade de Campinas, segundo Benassi, o Bilhete Único traz mais agilidade, segurança e economia para o usuário. Desde sua implantação, há sete anos, os usuários do Bilhete Único já economizaram quase R$ 500 milhões, que foram utilizados pelas famílias em outras necessidades. “A integração trouxe gente para o transporte público coletivo municipal, vantagens econômicas, de qualidade no serviço e de planejamento do espaço urbano”.
De acordo com o deputado estadual Gerson Bittencourt, organizador do evento, “por causa do Bilhete Único, as cidades passam a pensar em corredores de ônibus e constrói estações de transferências”. 
 
 
Em Campinas, o Bilhete Único foi fortalecido logo no começo do governo Jonas Donizette, com a ampliação da Integração de 1 hora e meia para duas horas. Uma iniciativa que, por exemplo, beneficiou em média 23% dos 15,9 milhões de passageiros transportados em março deste ano. A Prefeitura também lançou o Passe Lazer, um domingo por mês, quando o usuário do Sistema Intercamp paga metade do valor da tarifa do Bilhete Único, ou seja, R$ 1,65.
Há estudos do governo estadual para a extensão da linha da CPTM de Jundiaí para Campinas e o BRT está em fase de projeto. Saiba mais sobre Bilhete Único no site da Emdec.
 
 
Metropolização
Os secretários de transportes de São Paulo e Guarulhos, Jilmar Tatto e Atílio Pereira, também apresentaram os avanços do Bilhete Único não só na mobilidade urbana, mas também na economia dos usuários em suas cidades. Na Capital, onde os números são sempre astronômicos, nos nove anos de existência do Bilhete Único, Tatto afirma que os usuários já economizaram cerca de R$ 30 bilhões. Em 2012, foram realizadas na Capital 972 milhões de viagens com integração de ônibus a ônibus, fora as integrações com Metrô e trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Ambos os secretários se comprometeram no evento a estudar a integração entre as cidades, que foi um esforço da audiência pública.
 
 
Para o presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense, as cidades esticaram sem planejamento e privilegiaram, equivocadamente, o transporte individual. “Agora é hora de virar este jogo. Hoje o transporte público financia o transporte individual, tendo em vista que 16% do valor da tarifa é consequência dos congestionamentos”, afirma, analisando a realidade de São Paulo. 
 
 
BRT
Para o secretário de Transportes de Campinas, a conclusão da audiência é que o Bilhete Único é, principalmente, um fator de inclusão social e que a tendência dos governos municipais é privilegiar o transporte de massa. “Campinas está trabalhando intensamente para a implantação do Sistema BRT. Já temos aprovados dois corredores, Campo Grande e Ouro Verde, e devemos iniciar o processo de licitação até outubro deste ano”, destacou.
 
 
O Sistema BRT (Bus Rapid Transit) é um sistema de ônibus sobre pneus, em corredores exclusivos, que vai diminuir drasticamente o tempo de viagem e aumentar o conforto dos passageiros.  Saiba mais: http://www.emdec.com.br/brt/
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Prefeitura cria Observatório do Trânsito de Campinas

A Prefeitura de Campinas lançou nesta terça-feira, dia 14 de maio, o Observatório do Trânsito de Campinas, uma
 iniciativa implantada em 178 grandes cidades de 10 países com o objetivo traçado pela ONU (Organização das Nações Unidas) de qualificar as informações sobre acidentes e reduzir as mortes ocasionadas pela violência no trânsito. 
 
 
A iniciativa será coordenada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, que foi incluída no convênio entre o Ministério da Saúde e a ONG Bloomberg Philantropies, dentro do projeto Vida no Trânsito, que beneficia todas as capitais brasileiras, mais Guarulhos e Campinas.
 
 
O evento aconteceu nesta manhã no Salão Azul do Gabinete do Prefeito, no 4º andar do Paço Municipal, com a presença do secretário de Transportes, Sérgio Benassi, do secretário de Saúde, Cármino Antonio de Souza e representantes dos ministérios da Saúde e Cidades, além da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária e entidades que participarão efetivamente do Observatório, contribuindo com banco de dados e expertises que darão subsídios para planejamento e ações nas áreas de atendimento, infraestrutura e fiscalização, entre outras.
 
 
O Observatório do Trânsito será composto por representantes das secretarias de Transportes, Saúde, Educação, Infraestrutura, Serviços Públicos, Assuntos Jurídicos, Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Segurança Pública, Comunicação e CIMCamp, além de representantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), PUC Campinas e Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT). A cidade receberá R$ 250 mil do convênio para promover a base material de um grande banco de dados georreferenciados, que servirá de base para fazer coletas e análises de estatísticas, planejar ações e atividades conjuntas que busquem reduzir o número de acidentes com vítimas graves e fatais e aprimorar a fiscalização do trânsito.
 
 
“Esta é uma ferramenta de extrema importância para a nossa cidade, para que possamos planejar e executar ações eficientes no combate à violência no trânsito. Carros e motos são para o conforto e não para servirem como armas nas ruas”, afirma Sérgio Benassi. Para o secretário de Saúde, Cármino de Souza, a área de atendimento dos hospitais tem dificuldades de fazer exames de rotina por causa do grande volume de casos de traumas na urgência e emergência. “Temos que fazer um esforço de toda a sociedade para minimizar os acidentes. Estamos vivendo um clima de guerra, devido ao número de sequelados”, avalia.
 
Banco de dados
O Observatório do Trânsito, que será oficializado por um Decreto Municipal assinado pelo Prefeito Jonas Donizette e publicado no Diário Oficial nos próximos dias, faz parte deste esforço mundial preconizado pela ONU, que identificou que 62% das mortes no trânsito mundial estão concentradas em 10 países.
 
 
Por isso, desenvolveu o projeto denominado Road Safety 10 (RS10), ao qual o Brasil aderiu em maio de 2011 lançando o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes – Um Pacto pela Vida, que visa buscar engajamento dos três poderes, nos níveis federal, estadual e municipal, além da sociedade civil, na luta contra a violência no trânsito.
 
 
Causas externas são a terceira causa de mortes no mundo, entre estas causas está o trânsito. Este é a primeira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a segunda na faixa de 5 a 14, segundo os dados apresentados por Marta Maria da Silva, do Ministério da Saúde. “Estamos viajando pelo Brasil para combater esta epidemia de violência no trânsito, que tornou-se um problema de saúde pública devido aos custos elevados que impõe ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, relata.
 
 
No mundo, em 2010, 1,2 milhão de pessoas morreram no trânsito, enquanto cerca de 50 milhões ficaram feridos. Naquele ano, a ONU traçou uma meta de reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2020, firmado no Pacto da Década. No Brasil, em 2010, foram 43 mil mortes, 67% a mais que em 2000, quando houve 29 mil vítimas fatais.
 
 
“O objetivo é alcançarmos a meta e reduzirmos nossos acidentes pela metade em 10 anos”, afirma Rita Cunha, representante do Ministério das Cidades. Cerca de 1% a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) são gastos no atendimento a acidentes e combate à violência no trânsito, de acordo com os dados do Ministério da Saúde.
 
 
Em Campinas, algumas ações no sentido de mapear a violência no trânsito já estão em campo, como os cadernos de acidentalidade da Emdec – publicados no site www.emdec.com.br – e o Boletim de Mortalidade 49, estudo compilado pela Unicamp, Secretaria Municipal de Saúde e Emdec, lançado em abril, que apontam que as maiores vítimas do trânsito são motociclistas. 
 
 
A Emdec através dos anos já coloca em prática ações de conscientização para redução de acidentes, como a campanha permanente Preferência pela Vida; e as ações educativas pontuais como: “Cuide-se! Na moto, pára-choque é você”; “A gente aprende. Agente ensina”; “P.a.r.t.y.”; a Semana Municipal do Trânsito, entre outras. 
 
 
Apesar disso, entre 2010 e 2011 as mortes por acidentes de trânsito aumentaram 41,3%, saltando de 104 para 147 ocorrências. Em 2010, 40 motociclistas morreram no trânsito, o que representava 38,5% das vítimas fatais. Já em 2011, foram 69 mortes, representando 46,9% dos casos. O número de vítimas fatais no trânsito ocupantes de motocicletas teve um aumento de 72,5% entre 2010 e 2011. 
 
 
A imprudência e a falta de respeito aos motociclistas têm sido motivos de acidentes, além do crescimento da frota de motos do município que subiu de 27 mil, em 1995, para 115.241, em 2011. Dos 17.818 acidentes registrados em 2011, 3.913 tiveram envolvimento de motociclistas, ou seja, 21,9%. Em 2000, estes participaram de  9,9% dos acidentes.
 
 
Reunião
Após o lançamento do Observatório do Trânsito, o trabalho já começou, e o grupo formado por representantes de todas as secretarias e instituições participantes fez uma primeira reunião para discutir cronograma de ação e plano de trabalho.
 
 
No começo de julho, os representantes de todos os observatórios do trânsito do Brasil – criados em todas as capitais mais Campinas e Guarulhos – farão um encontro técnico em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
 

 




Autor: Gil Caria / Emdec
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Trens são apontados por autoridades como solução de mobilidade urbana

Aproximadamente 300 especialistas em trânsito e transportes, prefeitos, deputados e integrantes da Frente Parlamentar de Implantação do Bilhete Único Metropolitano defenderam o uso de trens como solução para a mobilidade urbana durante o “Transporte sobre Trilhos: Ciclo de conversa sobre Mobilidade Urbana e Integração nas Metrópoles”, nesta segunda-feira, dia 15 de abril, no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas.


Autoridades do Poder Executivo de Campinas, Jundiaí, São Paulo e Louveira; junto com representantes do Poder Legislativo de toda a região compartilharam com especialistas em transporte de órgãos governamentais e deputados estaduais e federais em defesa ao sistema ferroviário como transporte de massa e principal ferramenta para diminuir gargalos no trânsito e melhorar a qualidade do transporte público.

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, disse na abertura do evento que a retomada dos trilhos tornou-se uma necessidade para solucionar a questão da mobilidade urbana. “ A estrada de ferro sempre foi eficiente, mas quando o modelo rodoviário começou a ser implantado, a ferrovia começou a ser colocada de lado, um erro histórico que deve ser corrigido por necessidade”, afirmou.



O prefeito lembrou também da posição estratégica de Campinas no Estado como fator importante para as ferrovias. “Campinas sempre teve a vocação de interligar as diversas regiões do Estado e do País. Sempre foi eixo principal, conectando os caminhos que levam a outras cidades”, afirmou. 

Sérgio Benassi, secretário municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), disse que todos os gestores públicos devem pensar juntos e planejar o sistema sobre trilhos como modelo estruturante, recuperando a malha férrea já existente. “Além disso, a integração do transporte sobre trilhos com os demais modais é fator indispensável para requalificar o transporte de massa”, afirmou o secretário.

Gerson Bittencourt, deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar de Implantação do Bilhete Único Metropolitano, destacou também que o sistema sobre trilhos deve ser retomado como modelo estruturante em todo o País, interligando-se com o sistema rodoviário e diminuindo os gargalos no trânsito das metrópoles. Defendeu também a criação de um sistema de integração metropolitana do transporte coletivo nas Regiões Metropolitanas de São Paulo, Jundiaí e Campinas.

Francisco Aparecido Felício França, diretor presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas, destacou a importância de se investir no sistema de transporte por trilhos, que resulta em tarifas acessíveis e em eficiência nos horários de partida e chegada para a população. “O sistema ferroviário é uma realidade nos países desenvolvidos tanto na Europa e Estados Unidos como no Japão e na China. No Brasil apenas 23% da carga produzida é levada aos portos através dos trilhos. Nos países desenvolvidos os trens levam até 80% da produção”, afirmou. “Além disso, o investimento em transporte de passageiros é incomparável ao que se investe nesta modalidade no Brasil”, disse.

Guilherme Campos Junior, deputado federal, afirmou que o colapso no sistema rodoviário é uma triste realidade e apontou o sistema férreo como solução. “É hora de colocar campinas nos trilhos e o todo o País, tanto no transporte de cargas como no de passageiros”, comentou.

O debate contou com a participação também de Ailton Brasiliense (presidente da Agência Nacional de Transporte Público (ANTP); Breno Motta Júnior (EPL- Brasília); Saulo Pereira Vieira (coordenador de Planejamento e Gestão da Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo); Dinei Pasqualini (secretário de Transportes de Jundiaí); e José Evaldo Gonçalo (secretário adjunto de Transportes de São Paulo).

Participaram, ainda, Antonio Mentor (deputado estadual); Tito Campos (deputado estadual); Mauro Bragato (deputado estadual) e Milton Serafim (presidente do Conselho da RMC e prefeito de Vinhedo).

O ciclo de conversas teve o objetivo de construir um diagnóstico do trânsito e transporte da RMC para elaborar projetos de integração do transporte público. Foi útil também para construir cenários, identificar gargalos e estabelecer ações e parcerias para a construção de cidades sustentáveis e viabilizar inclusão social.

O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Paulista do Bilhete Único Metropolitano, junto com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários do Brasil (SindPaulista).

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Jonas Donizette implanta o “Passe Lazer”

Compromisso assumido, compromisso cumprido. O prefeito Jonas Donizette implanta o Passe Lazer. O benefício consiste na redução no valor da tarifa de ônibus pela metade, inicialmente um domingo por mês. A medida vale a partir do dia 28 de abril.


Com isso, de R$ 3,30, o usuário do transporte irá pagar R$ 1,65 pela viagem, com o cartão do Bilhete Único Comum ou em dinheiro. Nos próximos quatro meses, o Passe Lazer terá validade todo último domingo de cada mês. Após esse período, a ideia é que o benefício seja gradualmente estendido. “É uma ação que favorece o cidadão, possibilitando que, com a utilização do transporte público, ele e a família tenham mais acesso ao lazer e atividades prazerosas, no dia de descanso”, afirma o prefeito.

Estudo realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) aponta que, nos dias úteis, em média, 240 mil pessoas utilizem o transporte público coletivo municipal. Esse volume representa 620 mil passagens pela catraca. Exclusivamente aos domingos, são 87 mil usuários, representando 170 mil passagens. Levantamento da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) indica a média de 28,8 mil usuários do Bilhete Único Comum aos domingos.

“Além de pagar a metade da tarifa, o usuário do Bilhete Único também tem garantida a integração de 2h. É um duplo benefício”, lembra o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Sérgio Benassi.

O Passe Lazer não vale para quem tem o Bilhete Único Escolar, que já possui 60% de desconto no valor da tarifa; e, também, para quem tem o Bilhete Único Vale-Transporte, por ser um benefício antecipado que a empresa empregadora presta ao funcionário, para seu deslocamento ao trabalho. Quem tem o cartão de Bilhete Único Idoso ou Gratuito, não paga a tarifa de ônibus.


Bilhete Único Comum
O Bilhete Único é um cartão individual, intransferível (não pode ser utilizado por outra pessoa) e inteligente, que armazena créditos em dinheiro para o pagamento de passagens de ônibus. Com o cartão, o usuário pode fazer integrações, ou seja, utilizar os veículos do InterCamp pagando somente uma tarifa, no período de 2h, todos os dias da semana.

O conceito adotado pelo Bilhete Único é o da integração temporal, sem restrição de uso no sistema, proporcionando economia. Além disso, o uso do cartão evita o pagamento da tarifa com dinheiro, aumentando a segurança dos usuários e operadores; e proporcionando maior agilidade operacional.

Para fazer o Bilhete Único Comum, a pessoa, munida de um documento com foto, pode ir aos postos administrados pela Transurc. A sede da empresa fica na Rua Onze de Agosto, 757, no Centro. Também há postos no Poupatempo Centro e nos terminais urbanos de Barão Geraldo, Campo Grande, Central, Mercado, Metropolitano e Ouro Verde. O cartão fica pronto na hora, sem nenhum custo.


Sistema InterCamp
Atualmente, o Sistema InterCamp possui 1.247 ônibus. São 999 veículos de empresas concessionárias e 248 do serviço complementar (alternativo). Desse total de veículos, 582 são acessíveis, sendo 509 das empresas e 73 do complementar. Os veículos acessíveis representam 46,7% da frota.

A idade média do InterCamp é de 4,7 anos. O Sistema InterCamp registra, na catraca, a média de 620 mil passageiros por dia, volume que representa aproximadamente 240 mil usuários.


Mais informações
Para obter mais informações sobre o Bilhete Único, o usuário pode acessar o site da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), no endereço eletrônico www.emdec.com.br; e entrar na seção “Transporte”, “Bilhete Único”. Ou ligar no telefone (19) 3772-1517, da EMDEC.

Na Transurc, o atendimento é realizado das 8h às 18h. O site da Transurc é o www.transurc.com.br; e o telefone 0800 014 0204.

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Prefeitura cadastra empresas de tecnologia para sistema de alerta de ônibus

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e a Secretaria Municipal de Transportes/Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) dão o pontapé inicial no Programa Embarque Acessível, que irá disponibilizar à população sistema de automação e monitoramento digital de frota para dispositivos móveis (tablets e celulares), possibilitando ao usuário receber uma mensagem em seu aparelho móvel quando o ônibus estiver chegando no ponto. 


“Nossa Administração busca incluir as pessoas e garantir o direito de todos a serviços públicos de qualidade, por isso o Programa Embarque Acessível entra como prioridade no nosso planejamento”, afirmou o prefeito Jonas Donizette na terça-feira (2), durante a entrega de novos ônibus do Sistema Intercamp no Terminal Barão Geraldo.

“Estamos cumprindo o planejado e dando os primeiros passos dentro dos 100 dias do governo neste importante projeto, que dará mais qualidade de vida aos usuários do transporte público com necessidades especiais”, afirma a secretária Emmanuelle Alkmin.

A partir desta quinta-feira, dia 4 de abril, a Emdec iniciará o cadastro de fornecedores. O objetivo é identificar no mercado empresas capacitadas em desenvolver soluções técnicas para implantar um sistema de alerta nos pontos de ônibus que auxilie pessoas com restrição visual sobre horários, partidas e chegadas, aproximação dos veículos e eventuais alterações de itinerário. “Conhecemos alguns sistemas semelhantes implantados em outras cidades e temos certeza que traremos um grande valor social ao Sistema Intercamp oferecendo um serviço que trará mais autonomia a esses usuários”, destaca o secretário de Transportes, Sérgio Benassi.

O Chamamento Público Número 001/2013 foi publicado nesta quarta, 3, no Diário Oficial do Município de Campinas (www.campinas.sp.gov.br/diario-oficial), na página 13. As empresas interessadas deverão se cadastrar de 4 de abril até 6 de junho, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 16h. O edital pode ser obtido na Gerência de Licitações e Contratos da Emdec, à Rua Salles de Oliveira, 1.028, Vila Industrial, com gravação em CD-R; ou solicitando pelo e-mail licitações@emdec.com.br. Também é possível obtê-lo na página da Emdec na internet, endereço www.emdec.com.br, seções Licitações e Agenda de Licitações. (Clique aqui para baixar).

Uma comissão técnica formada por membros das secretarias fará a avaliação e o credenciamento das empresas que se cadastrarem. As interessadas deverão implantar seus sistemas para teste em quatro veículos das linhas 3.66 – Vila Orosimbo Maia, cujo itinerário atende o Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores e o Centro Cultural Louis Braille, e 3.77 – Vila Marieta/Shopping Dom Pedro, que também passa pelo Centro Louis Braille. Os testes serão realizados em 30 dias, prorrogáveis por mais 30. Se aprovadas, as empresas serão homologadas para se tornarem possíveis fornecedoras. Não haverá custo para a Administração para a realização dos testes e implantação do sistema, cuja responsabilidade será das concessionárias do transporte público.

A iniciativa dá partida no Programa Embarque Acessível, projeto anunciado pelo prefeito Jonas Donizette que garantirá melhor acesso aos passageiros cegos ou com visão reduzida, além de cumprir a Lei Federal Nº 12.587, que estabelece diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

O projeto visa incluir soluções de tecnologia da informação que alertem em aparelhos portáteis a aproximação dos ônibus desejados. O usuário receberá um sinal sonoro ou mensagem em seu celular ou tablet de que o ônibus esperado está chegando; o motorista do coletivo também será avisado pelo sistema de que há um usuário daquela linha no ponto. Os sistemas apresentados pelas empresas deverão cumprir alguns requisitos, como localização geográfica do veículo em qualquer ponto da cidade, data e horário da medição, prefixo do veículo e linha operada e informação da passagem pelo ponto.

O usuário poderá escolher a linha de ônibus para ativar em seu aparelho. O sistema também dará orientações sobre origem e destino das linhas, informará sobre pontos e linhas para um determinado destino, horário de chegada a determinado ponto e tempo de espera. Fará, ainda, interface com painéis de mensagem variável, como o existente na Avenida Prestes Maia.

O sistema de alerta nos ônibus fará comunicação com os equipamentos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) que deverão ser instalados nos veículos do transporte coletivo, como previsto na concessão.  Atualmente, existem 1.247 veículos no Sistema Intercamp.


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Projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) começa a ser desenhado

Do site da Emdec

Os primeiros passos foram dados nesta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, na Prefeitura de Campinas para a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Campinas e Rio de Janeiro.


Foi apresentado à Prefeitura um projeto com traçado no município de Campinas e propostas urbanísticas elaboradas pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal federal responsável por todo o sistema de transporte brasileiro e pela implantação do TAV.

A reunião foi coordenada pelo secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Sérgio Benassi, e contou com a presença do diretor da EPL, Hélio Mauro França; da gerente regional do escritório da estatal em Campinas, Luciana Carneiro Muçouçah; do chefe de gabinete Michel Abrão Ferreira; e dos secretários Ulysses Semeghini (Planejamento e Desenvolvimento Urbano); e Samuel Ribeiro Rossilho (Desenvolvimento Econômico e Turismo).

Foi a primeira reunião de trabalho entre a Prefeitura e a EPL e o secretário de Transportes, Sérgio Benassi, destacou a importância de se adaptar o projeto apresentado ás características da cidade. “A reunião foi importante, pois o TAV começou a ser desenhado. O próximo passo é adaptar a proposta á realidade de Campinas, com as sugestões dos diversos setores da Administração”, comentou.

No dia 24 do mês passado, o prefeito Jonas Donizette assinou um protocolo de intenções entre o município e a EPL, que resultou na instalação de um escritório dentro da sede da Emdec.

Benassi explicou que a parceria entre EMDEC-EPL pretende estabelecer diretrizes conjuntas no desenvolvimento de estudos e soluções para implantação do TAV em sintonia com outras intervenções de desenvolvimento da cidade, como a construção dos corredores do Bus Rapid Transit (BRT).

Segundo o secretário, o documento assinado traz uma justificativa técnica de competência da EMDEC, no âmbito municipal, para realizar o gerenciamento do trânsito e do transporte, inclusive quanto ao desenvolvimento de políticas de engenharia de tráfego e estudos de viabilidade necessários para a implantação TAV.

A Emdec deverá fazer um levantamento de informações para a EPL, definir áreas de abrangência e funcionalidade de interesse comum; analisar os projetos; propor soluções articuladas de implementação; e estruturar o Plano de Trabalho.

Benassi destacou a sinergia existente entre o poder público e a iniciativa privada para alavancar a infraestrutura de mobilidade do País. “Campinas será berço do maior entroncamento rodo-aero-ferroviário em território nacional e isto representará uma evolução social e econômica ímpar na história”, disse.

Campinas terá o grande privilégio de ter duas estações do TAV: uma no perímetro aeroportuário e outro no Centro. “É uma oportunidade única para revitalizar não só o Centro, mas toda a cidade”, afirmou Benassi.

TAV
O Trem de Alta Velocidade é um projeto federal de desenvolvimento da infraestrutura do País retomado em 2009 (quando a presidenta Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil do governo Lula). O TAV fará a integração da região de Campinas com São Paulo e Rio de Janeiro e servir como ferramenta impulsionadora da economia nacional.

O projeto em licitação prevê investimento de R$ 35,6 bilhões e início dos testes para 2019, além de transferência de tecnologia para o País. Pelo edital, a data limite para o trem de alta velocidade começar a operar é junho de 2020.

As obras vão ocorrer em todas as regiões ao mesmo tempo. O projeto envolve a criação da linha EF-222, de 511 quilômetros, ligando a área ferroviária da região central de Campinas, passando pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, Campo de Marte, na Capital, Aeroporto de Guarulhos e o Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, com algumas estações previstas em cidades como Jundiaí, São José dos Campos, Aparecida, Resende e Barra Mansa.

A uma velocidade de 350 km/h e transportando 458 pessoas por viagem, a um preço máximo de R$ 250 na classe econômica, a expectativa do Governo Federal é que o TAV inicie o transporte de 40 milhões de passageiros/ano em 2020 com potencial de atender 100 milhões de passageiros/ano. O Trem de Alta Velocidade deve ganhar a preferência de uma fatia considerável dos usuários da ponte aérea, avalia a União.

O novo edital do leilão de concessão da operadora do TAV foi lançado no dia 13 de janeiro de 2012 e determina a realização do pregão no dia 19 de setembro, às 14h, na Bolsa de Mercadorias e Futuros da Bolsa de Valores de São Paulo.  O leilão será realizado em duas etapas. Na primeira fase, será escolhida a operadora do trem, que fará investimento de R$ 8,7 bilhões.

Após a primeira etapa, será definido o modelo para a realização das obras de infraestrutura (pontes, viadutos, túneis e via permanente), estimadas em R$ 26,9 bilhões. O projeto executivo da infraestrutura será de responsabilidade da EPL.

EPL
A Empresa de Planejamento e Logística S.A – EPL – é uma empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes, com prazo de duração indeterminado.

A EPL tem por finalidade estruturar e qualificar, por meio de estudos e pesquisas, o processo de planejamento integrado de logística no país, interligando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

A empresa foi criada pela Lei nº 12.743, de 19 de dezembro de 2012, que alterou a denominação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (ETAV) para Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), ampliando suas competências. Tem sede e foro em Brasília, Distrito Federal, com previsão de escritórios em Campinas (SP) e no Rio de Janeiro.

A EPL é dirigida pelo economista Bernardo José Figueiredo Gonçalves de Oliveira, formado pela Universidade de Brasília, que foi coordenador-geral da Agência Nacional de Trânsito e Transporte e diretor da Rede Ferroviária Federal. Luciana Carneiro Muçouçah é a gerente do escritório de Campinas. Formada em Pedagogia, trabalhou no Ministério da Casa Civil e foi chefe de gabinete da EMDEC antes de ser convidada para dirigir o projeto do TAV em Campinas.

Investimento
A EPL terá 45% de participação no projeto do TAV. Uma alteração recente no edital aumentou a fatia da estatal, prevista em 33% em dezembro passado. O investimento no projeto terá um retorno de capital significativo para o consórcio investidor.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na semana passada novas condições de financiamento, após as mudanças no modelo de licitação do projeto.

Para a primeira etapa de licitação, com entrega de propostas marcada para 13 de agosto deste ano, o empréstimo está limitado a R$ 5,3 bilhões na data-base de dezembro de 2008, corrigidos pelo IPCA (R$ 6,6 bilhões, em valores de dezembro de 2012).

O BNDES divulgou em nota que a primeira etapa do projeto compreende a implantação dos sistemas de sinalização, eletrificação e comunicação, fornecimento do material rodante, proteção acústica, operação e manutenção do sistema.